Faaah

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Nome: Fabio Casaburi Monteiro
Idade: 21
Localização: São Paulo, Brasil
Curso: Anhembi Morumbi - Publicidade e Propaganda

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Nik

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Nome: Nikolas Sansão
Idade: 21
Localização: São Paulo, Brasil
Curso: PUC - SP Letras Português / Francês

Raphis

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Nome: Raphael Miranda
Idade: 21
Localização: São Paulo, Brasil
Curso: Design Gráfico - Escola Panamericana de Arte e Design

Helo

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Nome: Heloísa Z. Faggion
Idade: 16
Localização: Curitiba
Curso: Ensino Médio

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Bruno

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Nome: Bruno Gaspari
Idade: 20
Localização: São Paulo, Brasil
Curso: Anhembi Morumbi - Jornalismo

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A Bíblia Sagrada

Postado por Bruno On 23:07



Nada melhor que começar uma rotina de posts em um blog do que com um assunto polêmico e razoavelmente incendiário. Como todos devem saber, Sean Penn venceu o Oscar desse ano vivendo no filme “Milk: A Voz da Igualdade” o ativista político americano Harvey Milk, homossexual assumido, que lutou por direitos dos gays na década de 70 e se tornou o primeiro homossexual a ser eleito por voto para um cargo público nos Estados Unidos, no caso, como um dos Supervisores de São Francisco.

Não entrando nas questões qualitativas do filme de Gus Van Sant, que são irrelevantes para o assunto tratado no post a seguir, entraremos nos méritos envolvidos na decisão do dublador nacional de Sean Penn, ator conhecido pelos personagens polêmicos – normalmente violentos – que vive no cinema, que se recusou a participar da dublagem do filme única e exclusivamente devido ao fato de que, no caso, Harvey Milk é gay.

Vamos aos fatos: Marco Ribeiro, o dublador, é pastor evangélico, logo, é um representante de uma religião que se opõe à homossexualidade, devido a fatores que dizem ser relacionados com a interpretação de seu texto sagrado, no caso, a Bíblia. Não entro na discussão sobre a decisão de Marco Ribeiro recusar o trabalho, porque isso realmente não me diz respeito (ele disse em entrevista que recusou o trabalho por desconforto com o tema e com a reação de seus colegas religiosos, algo que ele já lidou, com menos intensidade, ao assumir os papeis violentos que Sean Penn viveu, mas cujo papel de homossexual não seria perdoado), mas no fato de que ele diz ser uma pessoa sem preconceitos, pois isso seria oposto ao que Jesus Cristo ensinou. Na prática, a imagem parece ser outra.

Sendo uma instituição religiosa, com milhões de seguidores, se opor a determinado público pode ser visto como liberdade de expressão ou preconceito? Ou hipocrisia, uma vez que as bases de sua fé são mandamentos que, entre eles, se encontram: ama a seu próximo como se amasse um irmão? Ao condenar mais o homossexualismo do que a violência (o que ficou claro pela posição descrita por Ribeiro ao recusar o trabalho), não estariam os evangélicos envolvidos na justificativa dele agindo contra os fundamentos de sua própria igreja? Quando o dublador menciona, de acordo com o site oficial da igreja que ministra e que é presidente (http://www.adkairos.com/pastoral.asp), o seguinte: “"famílias modernas" em que não há a figura do pai ou da mãe, ou em que essas figuras são substituídas por casais do mesmo sexo... isto não é modernidade, e sim uma distorção do que Deus disse sobre o que deveria ser a família” , estaria sendo ele hipócrita ou preconceituoso? Ou estaria apenas agindo em prol da liberdade de expressão?

É claro que não devemos condenar todos os evangélicos por uma posição de indivíduos isolados, no caso o presidente de uma igreja, sobre o assunto, pois assim, estaríamos agindo da mesma maneira radical e preconceituosa, ou hipócrita, uma vez que todos os homossexuais lutam justamente pelo fim do preconceito e por um mundo menos opressor e conservador. Não condeno os evangélicos que compartilhem a opinião de Ribeiro por acreditar em um mundo livre, mas seria muito bom observar boas ações verdadeiras de pessoas que zelam pela orientação religiosa e espiritual de milhares de pessoas, posicionando-se com menos ódio e menos preconceito contra uma minoria cujo únicos objetivos é encontrar um lugar justo no mundo e com os mesmos direitos que todos os outros filhos de Deus e, acima de tudo, viver em paz.


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