O passado já foi de bom grado um dia, mas um dia esse momento já foi exato. Eu não quero re-vivenciar um tempo, sendo que ele é apenas uma memória, porém tem horas que eu gostaria de não estar vivendo o meu presente.
Estava me olhando no espelho esses dias e percebi que ainda sou aquela mesma pessoa que esta nos porta-retratos espalhados por toda a minha casa. Aquele jovem que ainda não sabe o que pretende ser na vida. Criança, adolescente, adulto ou apenas definido como perdido. Talvez esperando uma idéia brilhante surgir em sua cabeça lhe mostrando um destino promissor. Antes fosse assim, apenas uma luz que se iluminasse em nossa direção, nos tornando o ator principal de uma peça.
Na realidade nada pode ser resolvido como um seriado ou novela em que sempre tudo acaba bem. Juro que eu consigo ser otimista o suficiente para pensar que um dia vou conseguir tudo o que eu desejo. Mas enquanto tento correr atrás dos meus objetivos, sempre olho para o passado. Pois ainda acredito que ele e o futuro são congênitos inseparáveis.
Eternos dezoito anos. Crescemos nos tornamos adultos responsáveis com contas para pagar, temos uma profissão. Trabalhamos muito para nos sustentarmos, conseguir o que queremos. Ao longo da vida cultivamos o que no fundo todos nós queremos. Estabilidade. Ela pode ser vista de vários pontos de vista, tanto quanto financeira, emocional entre outras. Com todas essas novas rotinas, surge a 'falta de tempo' que nos leva a esquecermos que ainda somos a mesma pessoa que está naquela porta retrato, que atualmente se encontra ao fundo de uma gaveta, turvo pelo pó. Nossa essência nunca se perde, apenas não damos atenção o suficiente para ela e somos moldados por um cotidiano que nos obriga a esquecê-la.
Passado e futuro, nós nunca encontramos nenhum dos dois, apenas andamos entre eles sem que nos percebamos, porém nos nunca realmente mudamos, apenas o tempo que se move.
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