
É tão engraçado quando nos perguntamos os por quês. Na maioria das vezes são os por quês de termos agido de tal forma. Incoerência? Talvez. Mas na maioria das vezes podemos chegar a uma conclusão não abstrata do que fizemos, e isso podemos chamar de impetuosidade.
Imagine-se em frente a um espelho e se olhe de forma inalterável. Talvez possam surgir idéias, lembranças, vontades, pensamentos que te fazem feliz ou que te entristecem. Junto a isso sutilmente aparece uma vontade. Mas de que? Daí você para e pensa: Tenho que fazer algo para que essa idéia apareça, para que essa lembrança se esvaneça e pra que essa vontade aconteça.
Mas fazer o que? Algo tão questionável quanto ao “ser ou não ser” de Hamlet. Então nada é tão fácil quanto sair da frente desse pedaço de vidro refletido e deixar que tudo ocorra de forma simples e espontânea.
Sem perceber acabamos agindo para que as coisas aconteçam. Uma a uma. Talvez o resultado não seja o que esperávamos, talvez seja muito melhor ou nem chegue perto, mas o que sentimos é total inato, singular, original.
Essas atitudes são exatamente aquelas que não sabemos os por quês de termos feito, falado ou até mesmo pensado, mas que o resultado é feito sem modelo e de caráter próprio.
Muitas vezes programarmos como agir e nos preocupar é como estar numa cadeira de balanço, te dá o que fazer, mas não leva a lugar algum.
Raphis.



Você citou algo que eu realmente acho engraçado. O Fato de se olhar no espelho. Eu acho engraçado ficar parado se olhando, o que é refletido não parece nós mesmos. Já me encarei e parei para pensar na frente dele. Paracemos totalmente outra pessoa. Nos preocupamos com a expressão, para ele nos responder com beleza. Mas esse não é o nosso realmente EU. Eu confesso que de vez enquando eu olho pra mim mesmo na frente do espelho e penso "Quem é você escondido atras dessa cara ?".