Bom dia, caros e queridos amigos.
Acho que com o tempo as pessoas virão a me conhecer intimamente, posto que minha vida é um livro aberto e ainda mais, posto que não tenho a mínima vergonha de postar este livro aqui (diga-se de passagem, creio que é o único livro meu que não tenho medo que plageiem).
Meu querido amigo Fabio está viajando este fim de semana, logo, contentem-se comigo, por mais que uma pessoa nunca seja o suficiente para completar todo o conteúdo que uma outra poderia apresentar.
Como viram, sou demasiadamente "literário"... Acho que minha vida vem da literatura, é a literatura e se acabará em literatura.
Algumas pessoas vivem me falando que eu pareço um personagem... Tem gente até que já me comparou a alguns personagens... Já que o Fábio começou a escrever palavrões aqui... Digo que os personagens com os quais me comparam geralmente são muito filhos-da-puta... Apesar de tudo, isso não me tornaria filho-da-puta por si só... O que realmente me torna filho-da-puta é o fato de eu GOSTAR de ser comparado com personagens filhos-da-puta ¬¬
Realmente, senhores, hei de vos dizer que eu não presto muito... Mas sou uma boa pessoa... Afinal... Viver a literatura é quebrar todas as barreiras morais e isto, eu o faço, querendo ou não. Venho a convir na verdade que sendo assim, o problema não é comigo... É com algumas pessoas demasiadamente moralistas.
Já tiveram vocês um professor de literatura muito certinho? Se tiveram, vocês gostaram?
Agora vocês me entendem. Quem realmente ama a literatura jamais é certo da cabeça, e eu definitivamente não o sou. Mas... como diz Edgar Allan Poe, "Tornei-me insano, com terríveis instantes de insanidade."
Afinal, o que é melhor? A sanidade ou a insanidade?
Bem, meus caros, não me estenderei mais.
Deixarei hoje a vocês "Versos Íntimos", de Augusto dos Anjos, poeta do Pré-Modernismo.
Versos Íntimos
Vês? Ninguém compareceu ao formidável
Enterro da tua última quimera
Somente a ingratidão (esta pantera)
Foi tua companheira inseparável.
Acostuma-te à lama que te espera
O homem, que nesta terra miserável
Vive, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo, acende teu cigarro
O beijo amigo é a véspera do escarro
A mão que te afaga é a mesma que apedreja
E se causa ainda pena a tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga
Escarra nessa boca que te beija.
Augusto dos Anjos
Assinar:
Postar comentários (Atom)



Augusto dos Anjos. Mórbido. Poeta.
Não me leve a mal, caro Nik, mas não se justifique dos seus atos... Quem quebra barreiras morais não se preocupa com o que os outros pensam... só uma dica pro seu personagem literário!
Justificativas demais nos tornam suspeitos... ;)